3 de julho de 2011

Do luxo ao lixo

Hoje eu acordei com uma vontade gigante de observar as cores. Resolvi caminhar um pouco, mas a cidade amanheceu um tanto que cinzenta. Vi dezenas de cérebros espalhados na calçada. Que desperdício de gente, pensei. Eu queria juntá-los e tirá-los de lá. Talvez um bar, um lar, ou qualquer outro lugar.
Mas e os livros? E o Machado? E a academia? E o carro novo? Não sei, não não sei onde estão. Acho que se perderam em meio a tudo isso. É que tudo o que sinto e que vivo é assim: sem freio. Sabe? Será que eu posso cristalizar essas sensações presas em minhas entranhas?

by Nina
[imagem retirada da internet]

15 comentários:

  1. Wenderson Cardoso3 de julho de 2011 10:59

    Parabéns, continui nós deliciando com suas poesias.Não só as cidades, mais o Mundo as vezes pareçe cinzentos.Muitas vezes perdemos os brilhos dos olhos diante das injustiças desse mundo cão.Falta conhecimento e poesia para esse brilho voltar. Parabéns novamente por fazer sua parte, enchendo nossos olhos de brilho.
    bjos, Wenderson.

    ResponderExcluir
  2. Muito legal o seu espaço. Sobre a cristalização, acredito que a construção é mais interessante que a captura. Assim penso, não sei se assim é.... De todo modo, parabéns!

    ResponderExcluir
  3. Nossa necessidade de mudança de ver as coisas acontecendo nos faz imaginar dias melhores!
    Tenha uma ótima semana!
    Um beijo com o meu carinho

    ResponderExcluir
  4. Muito legal essa sua sensibilidade com as palavras.

    ResponderExcluir
  5. onde estão os por que desses por quês? Dentro de uma insatisfação, que nasce dentro do nosso “ente”(ser), dentro de nós mesmo. “Não só hoje você acorda assim”. Mas sempre que o cotidiano que te oprime te deixa insatisfeita. Com o Prédio, o carro, cabelo e até as unhas dos pés. O “ tédio com o T bem grande para você”, é assim que as vezes a vidas nós chama a atenção para que possamos dar um f5 no nosso ir e vim. Bela resenha sintetizada em versos livres. Parabéns!

    ResponderExcluir
  6. Olá querida!

    Vim agradecer o comentário lá no blog que tenho com mais dois amigos (o chá dos três chados3.blogspot.com).
    Obrigada pela visita e volte sempre que quiser
    Um abraço
    Daca

    ResponderExcluir
  7. obrigado pela visita,comentários e preferência...

    um beijo!

    ResponderExcluir
  8. Sentir está além de qualquer compreensão.

    ResponderExcluir
  9. :)

    hoje acordei vendo tudo sem cor.

    ResponderExcluir
  10. Nossa que tudo esse texto. Parabéns!

    ResponderExcluir
  11. Não ando parando para observar as cores da minha vida. Mas sinto falta disso. Lindo pensamento. Beijinhos.

    ResponderExcluir
  12. A inquietação faz parte do processo.

    Beijo grande...

    ResponderExcluir
  13. Olá, Janaína.
    Essa sede da policromia na/da vida é coisa mesmo de quem não vive sem poesia...
    Até.

    ResponderExcluir
  14. A intelectualidade do ser humano se perdeu há muito tempo,o mundo se perdeu,as pessoas se perderam,e com isso,não usam mais seus cérebros!

    ResponderExcluir

Tell me! =)
Os comentários serão respondidos nesta página.