19 de agosto de 2017

Parar, olhar pra dentro de si e agir

Há momentos em que seu corpo começa a enviar mensagens, dar sinais de que há alguma coisa errada dentro de você. O corpo é um verdadeiro espelho e te mostra por meio de reflexos as partes feridas. Curioso que sempre me disseram isso, mas nunca dei bola, deixei o ferimento aumentar, abrir cada vez mais e as dores começaram a tomar uma proporção que eu não esperava. Sim, esse é o momento que você precisa parar, apertar o botão pause da sua vida, repensar a sua trajetória, sua rotina, seus caminhos, e fazer novas escolhas.

Imagem retirada da internet

Escrevo esse texto no exato momento do stop. Na minha atual posição me analiso de um outro ângulo, é como se eu me distanciasse do meu corpo e tivesse uma visão panorâmica de tudo. Dos sentimentos, das dores, vejo o fardo pesado, vejo o labirinto que me encontro e pela primeira vez estou decidida a mudar, a sair da escuridão. Mas como toda escolha essa implicará em um oceano de renuncias. Esquivei-me por anos, achei que conseguiria levar essa situação por mais alguns anos, todavia comecei a me distanciar da minha verdadeira essência e fui engolida pelo ego. Mergulhei num mar de insanidade, de cobranças, de rótulos...

Imagem retirada da internet
Disseram-me a vida inteira o que eu devia fazer, o que eu tinha que ser, qual trabalho eu deveria exercer, quanto eu tinha que ganhar, pra onde eu devia ir... E agora, completamente despida do ego, das cobranças, de tudo, me permito olhar para dentro, como nunca havia feito antes. Percebo o quanto é bela e leve a nossa verdadeira face, o quanto desperdicei meu tempo com coisas que nem eram tão importantes assim.

Imagem retirada da internet

Quero reconstruir, renunciar, reescrever a minha história a partir daqui, iniciar novos projetos, me permitir tanta coisa... Permitir que eu não seja feliz apenas aos finais de semana e nas férias. Sei que o primeiro passo será o mais penoso, o mais doloroso porque vez ou outra a voz do "você precisa continuar nessa situação" vez ou outra reaparece. Mas sinto que esse é um passo primordial para reacender a chama na minha vida e iniciar as mudanças. É isso! Eu tenho a certeza de que preciso fazer essa escolha, de proceder com essa renúncia para me permitir mais leveza e mais luz na minha vida e dos meus.

PS: Esse texto foi escrito em 31 de julho de 2017, semana em que tomei a decisão profissional que precisava e desejava. Espero - com todo o meu coração - que esse texto te inspire e te impulsione a realizar as decisões que você necessita. ♥

Paz e bem!
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7 de janeiro de 2017

Casei, viajei, mudei e tô de volta!

Ei, pessoal, tudo bem?
Dois meses se passaram.

Eu casei...

Viajei pra Buenos Aires...
... e me mudei de casa.

Quanta coisa, né?! 2017, pra mim, tem sido sinônimo de vida nova e no vídeo de hoje eu contei um pouquinho das novidades e compartilhei algumas fotos. Vem ver!


Espero que vocês tenham gostado. Um beijão e até logo! 

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1 de janeiro de 2017

2017 e todos os anos do mundo: uma luta contra eu mesma



Primeiro de janeiro, um céu azul, um pouco de sono e um turbilhão de listas na cabeça. Desapegar, organizar, desengavetar e blá blá blá... Prometi tantas coisas que acabei ficando contra a parede. Fui até aquele corredor escuro, acendi a luz e dei de cara com todos aqueles planos de 2016, 2015, 2014, 2013, etc, etc, etc.
Assustei.
Coloquei tudo na gaveta.
Respirei fundo...
Abri novamente.
Tantos sonhos, metas, mudanças. Descobri que eu não era mais a mesma. Desengavetei uma antiga versão de mim. Assusta, mas ao mesmo tempo dá um alívio danado no peito. Ufa! Quanta coisa mudou, quanta coisa aconteceu, quanta coisa realizei, quanta coisa deixei de realizar – graças a Deus, não era mesmo o melhor.
Com o passar dos anos vamos percebendo que boa parte dos nossos desejos são meramente superficiais e por puro egoísmo nos vemos debruçados sobre coisas ilusórias. Temos tanto para evoluir... Mas o que me afaga é perceber que não sou mais a mesma, que sou uma pessoa melhor e que nunca mais voltarei ao estágio evolutivo de ontem. Travo uma luta diária comigo mesma hoje e em todos os dias da minha vida, tropeço, caio, sento, levanto. Sigo tirando e pulando todas as pedras do caminho, feito o Drummond.

24 de setembro de 2016

Projeto Mindlin

Oi, pessoal, tudo bem?

Quem assistiu a vídeo resenha do livro "No mundo dos livros", de José Mindlin, se recorda que eu mencionei que ao longo da narrativa o autor ia citando as obras que foram importantes para a sua formação enquanto leitor. Nesse vídeo, eu prometi que disponibilizaria a lista completa dos 121 livros para que pudéssemos fazer algumas leituras compartilhadas. Que tal ver os livros que tenho a intenção de ler ou reler e fazermos uma leitura conjunta? Ficou curioso para saber como funcionará? Assista ao vídeo que nele eu expliquei direitinho. :)


Abaixo segue a lista completa:
Obs.: Os livros destacados em negrito verde* estão disponíveis para leituras compartilhadas.
 

1.Crônica de Nuremberg, de Hartmann Schedel
2. Sonetos, de Francesco Petrarca
3. Viagem à Roda do Meu Quarto, de Xavier de Maistre
4. Lendas e Narrativas, de Alexandre Herculano
5. Bobo, de Alexandre Herculano
6. O monge de Ciste, de Alexandre Herculano
7. A Retirada da Laguna, de Visconde de Taunay
8. Céus e Terras do Brasil, de Visconde de Taunay
9. O Encilhamento, de Visconde de Taunay
10. As Minas do Rei Salomão, de Henry Rider Haggard
11. A Ilhas dos Pinguins, de Anatole France
12. Os Deuses Têm Sede, de Anatole France
13. Jean Christophe, de Romain Rolland
14. O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry *
15 . Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll *
16. As Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson, de Selma Lagerlof
17. Contos da Carochinha, de Maria Maneru
18. Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne
19. A Jangada, de Júlio Verne
20. O Capital, de Karl Mar
21. Os Sertões, de Euclides da Cunha
22. Casa-grande & Senzala, de Gilberto Freyre
23. Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda
24. Formação da Literatura Brasileira, de Antonio Candido
25. A Divisão do Trabalho Social, de Émile Durkheim
26. Discurso do Método, de René Descartes
27. Inocência, de Visconde de Taunay
28. História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador
29. O Discurso Sobre a História Universal, de Jacques Bénigne Bossuet
30. Tu, só tu, puro amor, de Machado de Assis
31. Laranja de China, de Antônio de Alcântara Machado
32. Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antônio de Alcântara Machado
33. Pathé-Baby, de Antônio de Alcântara Machado
34. Arte da Gramática da Língua Geral, de José de Anchieta
35. Os Ensaios, de Michel de Montaigne
36. As Mil e Uma Léguas, de Júlio Verne
37. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
38. Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa
39. Servidão Humana, de W. Somerset Maugham
40. Aventuras do Barão de Münchausen, de  G. A. Burguer
41. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes *
42. Romeu e Julieta, de William Shakespeare
43. Hamlet, de William Shakespeare
44. Macbeth, de William Shakespeare
45. Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare
46. A Tempestade, de William Shakespeare
47. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões
48. Os Irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski
49. Recordações da Casa dos Mortos, de Fiódor Dostoiévski
50. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
51. O Idiota, de Fiódor Dostoiévski
52. Guerra e Paz, de Liev Tolstói
53.  Anna Karenina, de Liev Tolstói *
54. O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov
55. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis *
56. A Comédia Humana, de Honoré de Balzac
57. O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
58. Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac
59. Esplendor e Miséria das Cortesã, de Honoré de Balzac
60. Rei Lear, de William Shakespeare
61. A Princesa de Clèves, de Madame de La Fayette
62. Cândido, Voltaire
63. O Espírito das Leis, Montesquieu
64. Cartas Persas, de Montesquieu
65. A Religiosa, de Denis Diderot
66. Jacques, O Fatalista, E O Seu Amo, de Denis Diderot
67. As Joias Indiscretas, de Denis Diderot
68. As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos
69. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe
70. As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
71. Tristram Shandy, de Laurence Sterne
72. Viagem Sentimental, de Laurence Sterne
73. Tom Jones, de Henry Fielding
74. David Copperfield, Charles Dickens *
75. Oliver Twist, de Charles Dickens
76. Grandes Expectativas, Charles Dickens
77. O Vermelho e o Negro, de Stendhal
78. A Cartucha de Parma, de Stendhal
79. Teatro de Clara Gazul, de Prosper Merrimee
80. Madame Bovary, de Gustave Flaubert *
81. Educação Sentimental, de Gustave Flaubert
82.  Os Maias, de Eça de Queirós
83. O Primo Basílio, de Eça de Queirós *
84. A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós
85. Quincas Borba, de Machado de Assis *
86.Dom Casmurro, de Machado de Assis *
87. Memorial de Aires, de Machado de Assis
88. Sagarana, de Guimarães Rosa
89. Corpo de Baile, de Guimarães Rosa
90. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, pai e Auguste Maquet
91. Vinte Anos Depois, de Alexandre Dumas, pai
92. O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, pai
93. As Flores do Mal, de Charles Baudelaire
94. Nossa Senhora de Paris, Victor Hugo
95. Orlando, de Virginia Woolf *
96. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf
97. Memorial do Convento, de José Saramago
98. O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago
99. Marília de Dirceu, de Antônio Gonzaga
100. I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias
101. O Navio Negreiro, de Castro Alves
102. Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto
103. O Guarani, de José de Alencar
104. Iracema, de José de Alencar
105. Lucíola, de José de Alencar
106. Senhora, de José de Alencar
107. O Gaúcho, de José de Alencar *
108. O Tronco do Ipê, de José de Alencar *
109. Til, de José de Alencar *
110. O Sertanejo, de José de Alencar *
111. O Livro de Uma Sogra, de Aluísio Azevedo
112. O Cortiço, de Aluísio de Azevedo
113. Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida
114. A Moreninha, de Casimiro de Abreu e Joaquim Manuel de Macedo
115. Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos
116. Vidas Secas, de Graciliano Ramos *
117. O Quinze, de Rachel de Queiroz
118. Menino do Engenho, de José Lins do Rego
119. Capitães de Areia, de Jorge Amado *
120. O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo *
121. A Hora da Estrela, de Clarice Lispector *

Espero que vocês tenham gostado.
Um beijo e até logo!


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