13 de março de 2018

O Quinze, de Rachel de Queiroz

(Foto retirada do site vaiali.com)

Em toda a extensão da vista, nem uma outra árvore surgia. Só aquele velho juazeiro, devastado e espinhento, verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cinza da paisagem. (Trecho retirado do livro "O Quinze".)

(Foto retirada do site todamateria.com.br)


Rachel de Queiroz: cearense, nasceu em 1910, uma das maiores escritoras nacionais, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977). “O Quinze” foi a sua obra de estreia escrita com 19 anos. Todos ficaram espantados pelo livro ter sido escrito por uma mulher e tão nova. Vejam só a fala de Graciliano Ramos diante da obra em questão “Não há ninguém com este nome. É pilhéria. Uma garota assim fazer romance! Deve ser pseudônimo de sujeito barbado". Depois, ele e Rachel vieram a tornar amigos.

(Imagem retirada do site recreiobrasil.com)
Importante mencionar que a Rachel foi incentivada a estudar e ler desde cedo. Sua casa era de intelectuais, muitos livros, lia-se muito, logo sua família teve um papel importantíssimo, acredito eu, na vida da autora.
(Foto autoral)


Publicado 1930, livro da segunda geração modernista, ou seja, a obra traz uma série de denuncias, como a corrupção e a seca. Nesta obra temos o relato do sofrimento e da miséria decorrentes da grande seca de 1915 que assolou o Nordeste. Rachel descreve essas cenas com muita propriedade, visto que a autora fala da sua terra e daquela dor na medida certa, sem romance. Rachel foi tão honesta, ao meu ver, que ela manteve a simplicidade do nordestino até em sua escrita que tem uma linguagem muito acessível.

Em 26 capítulos temos dois núcleos que por vezes se esbarram: Chico Bento e sua família, que vivem uma angústia constante diante da necessidade de abandonarem sua terra em busca da sobrevivência. Acompanhamos, então, o drama dos retirantes. Triste, doloroso. Vicente vaqueiro que luta para salvar o gado, Conceição uma mulher muito forte, livre, letrada. Dona Inácia, avó de Conceição, mulher de fé... Impossível não se apegar aos personagens que sim são muito humanizados.

Em uma fase da narrativa, nos deparamos com a realidade dos acampamentos “campos de concentração” como eram chamados. Esses campos existiram de verdade, e nesse local as pessoas eram cercadas e recebiam comida (as rações) e água. Eram os “currais humanos”. Mas a protagonista do livro é, sem dúvida, a seca. Que assim como o livro machuca e dói.

Foi ao ar uma vídeo resenha sobre o livro. Veja só:


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*Este post é um publieditorial. 

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4 comentários:

  1. Clássico exemplo de soco no estômago. Bem-vinda de volta, Nina!

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    1. Falou tudo, Letícia. Esse livro é um verdadeiro soco no estomago.
      Obrigada pela "recepção" HEHE...
      Beijão!

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  2. Vi um documentário sobre a Rachel de Queiroz e fiquei apaixonada por essa pessoa e como todas que me apaixono ainda não li um livro dela, tenho que tomar vergonha na cara. Ótimo post!

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