1 de janeiro de 2017

2017 e todos os anos do mundo: uma luta contra eu mesma



Primeiro de janeiro, um céu azul, um pouco de sono e um turbilhão de listas na cabeça. Desapegar, organizar, desengavetar e blá blá blá... Prometi tantas coisas que acabei ficando contra a parede. Fui até aquele corredor escuro, acendi a luz e dei de cara com todos aqueles planos de 2016, 2015, 2014, 2013, etc, etc, etc.
Assustei.
Coloquei tudo na gaveta.
Respirei fundo...
Abri novamente.
Tantos sonhos, metas, mudanças. Descobri que eu não era mais a mesma. Desengavetei uma antiga versão de mim. Assusta, mas ao mesmo tempo dá um alívio danado no peito. Ufa! Quanta coisa mudou, quanta coisa aconteceu, quanta coisa realizei, quanta coisa deixei de realizar – graças a Deus, não era mesmo o melhor.
Com o passar dos anos vamos percebendo que boa parte dos nossos desejos são meramente superficiais e por puro egoísmo nos vemos debruçados sobre coisas ilusórias. Temos tanto para evoluir... Mas o que me afaga é perceber que não sou mais a mesma, que sou uma pessoa melhor e que nunca mais voltarei ao estágio evolutivo de ontem. Travo uma luta diária comigo mesma hoje e em todos os dias da minha vida, tropeço, caio, sento, levanto. Sigo tirando e pulando todas as pedras do caminho, feito o Drummond.

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